Execução das ordens de serviço
Técnicos e assistentes técnicos atendem, e as horas de cada um em cada OS ficam registradas.O técnico é o mecânico; o assistente técnico é quem trabalha com ele.
Projeto piloto · Comissionamento técnico
A Barroso constrói e opera agentes de IA que rodam dentro da infraestrutura da própria empresa, acessam os sistemas que ela já usa e conduzem um processo do gatilho ao resultado. Esta página resume o encaixe entre esses agentes e a apuração de comissão das ordens de serviço da Ditrasa — e traz o que ainda precisamos ouvir de vocês.
O que está descrito aqui foi montado a partir do relato do Douglas e da conversa com o Wester em 4 de agosto. Onde escrevemos “hipótese”, é justamente o que o levantamento precisa confirmar ou derrubar.
Cinco etapas, e todas passam por uma pessoa. Toda ordem de serviço é fechada manualmente — não há uma parte automatizada e outra não. É um processo que funciona; o que ele cobra é tempo, atenção e memória de quem conhece as regras.
Técnicos e assistentes técnicos atendem, e as horas de cada um em cada OS ficam registradas.O técnico é o mecânico; o assistente técnico é quem trabalha com ele.
Os lançamentos são feitos com conferências pontuais de algumas ordens de serviço.Hipótese: a conferência é amostral porque conferir tudo à mão não caberia no mês.
Uma planilha calcula e lança os valores individuais, e concentra a visão de cada atendimento: valores, percentual de comissão, variações e a divisão quando há mais de um técnico na mesma OS.
O resultado segue para o Ricardo validar antes de qualquer coisa avançar.
Validado, o fechamento vai para o RH entrar na folha.
Duas funções entram na conta: o técnico — o mecânico — e o assistente técnico, que trabalha junto com ele. Quando os dois atuam na mesma ordem de serviço, a comissão é rateada por estas regras.
E existe uma razão de negócio por trás dessa complexidade. A hora do técnico e a do assistente não aparecem separadas para o cliente — se aparecessem, ele questionaria pagar pelo profissional que ainda está aprendendo. O serviço é cobrado como um só, e a separação fica do lado de dentro, que é o que permite comissionar o assistente, formar gente mais rápido e melhorar a rentabilidade do serviço prestado. Ou seja: a complexidade da apuração não é acidente, é o preço de uma decisão comercial que funciona.
É também por isso que este processo é um bom piloto. Regra que se explica em quatro linhas é regra que o agente executa igual em toda OS, todo mês, sem depender de quem está de férias — e sem obrigar a Ditrasa a abrir mão do modelo que dá resultado.
O nó do processo
Nenhuma ordem de serviço fecha sozinha: todas são apuradas à mão, uma a uma. Quando a OS inteira é de um profissional só, ao menos a conta é direta. O trabalho pesado aparece quando a mesma OS tem trechos individuais e trechos em dupla.
Exemplo: reforma de uma máquina, 20 horas de OS
Não existe uma divisão única para a OS: é preciso separar as horas por trecho, aplicar a regra certa em cada um e somar. Isso é feito profissional por profissional, OS por OS — e é o que faz o fechamento demorar.
É exatamente esse o trabalho que um agente absorve bem. Não é uma regra nova a inventar: é a mesma regra que vocês já aplicam, executada trecho a trecho, em toda OS, sem cansar na vigésima. O ganho não é só nos casos difíceis — é no fechamento inteiro, porque hoje nenhuma OS é apurada sozinha.
E o alvo é exatamente o que o Wester descreveu: a planilha de comissão chega tratada, e o trabalho humano fica só sobre as exceções, que o agente destaca com o motivo escrito. O que hoje ocupa o mês inteiro passa a ocupar a atenção de quem confere apenas onde ela vale alguma coisa.
O agente não substitui a planilha de um dia para o outro, e não substitui a validação do Ricardo nunca. Ele assume a parte mecânica e devolve o resultado pronto para conferência.
Trabalho de digitação e recorte, repetido todo fechamento.
Sistema, planilha ou exportação — o agente busca onde o dado já está e monta a base do fechamento continuamente, não só na virada do mês.
O que não entra na amostra passa sem conferência.
Máquina não cansa: ele confere todas e entrega apenas as divergentes, com o motivo escrito. A atenção humana vai para os poucos casos que realmente pedem.
Depende de lembrar a regra certa para cada composição de equipe.
As regras de metade, proporcional por horas e divisão manual viram instrução do agente. Ele calcula, mostra a conta e diz qual regra usou em cada OS.
Nenhuma apuração é automática hoje; separar trecho individual de trecho em dupla é o que mais consome tempo.
Separa as horas por período e por quem estava junto, aplica a regra correspondente a cada trecho, soma por profissional e mostra a memória de cálculo. O que não estiver claro nos apontamentos ele não adivinha: devolve como pendência, com a pergunta específica.
O Ricardo revisa um resultado que ele não viu ser construído.
Cada valor vem com origem: qual OS, quais horas, qual percentual, qual regra de divisão. Aprovar ou apontar erro fica mais rápido do que refazer a conta.
Mais um repasse manual de arquivo e formato.
Aprovado, o agente gera o arquivo no layout esperado e envia. Sem redigitação, sem versão errada de planilha circulando.
O critério combinado numa conversa de WhatsApp não fica registrado em lugar nenhum.
O agente registra o caso e o critério adotado num repositório legível, que é da Ditrasa. No mês seguinte ele já sabe — e vocês conseguem abrir e ler o que ele aprendeu.
Estas perguntas existem para dimensionar a dor com número, e para descobrir as exceções — que são sempre o que decide se um piloto dá certo. Não precisa responder tudo agora; o que não souber de cabeça, a gente levanta junto.
O caminho é o que o Wester propôs, e concordamos na hora: começar pequeno e expandir. Numa loja pequena as dificuldades aparecem cedo e são fáceis de tratar; jogar o agente direto na operação maior seria fabricar problema.
A unidade com um técnico só, onde não há divisão de comissão. É a forma mais direta de o agente aprender a ler a fonte de dados, aplicar o percentual e fechar o mês. O básico tem que estar impecável antes de qualquer coisa.
Uma unidade com alguns técnicos que raramente trabalham juntos. Entra a divisão, mas em volume pequeno — é onde as regras de rateio são exercitadas e as primeiras exceções reais aparecem.
A operação maior, com mais técnicos, mais OS partidas e o fechamento mais pesado. Chega aqui um agente já treinado, não um agente aprendendo.
Em cada etapa, o agente apura em paralelo ao processo atual: nada muda na rotina de vocês, e ele apenas mostra o que entregaria se estivesse valendo. Passamos uma semana comparando lado a lado — este é o fechamento humano, este é o do agente — e só viramos a chave quando os dois baterem.
O critério de sucesso é objetivo: reproduzir um fechamento real já concluído, valor a valor, incluindo as OS trabalhadas em partes. Processo consolidado não se troca no escuro — se o agente errar, quem manda é o processo atual, e o erro vira regra aprendida.
Este primeiro agente não tem o custo que cobramos por implantação: é um case, e o resultado é o que vale. Com as respostas do levantamento em mãos, montamos o fluxograma do processo e voltamos com o desenho fechado do que o agente assume. Em paralelo, alinhamos com o Fabrício onde o agente vai rodar — servidor da própria Ditrasa ou nuvem — e por onde ele acessa o sistema.